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  GENÉTICA
Originalmente, o mico-leão-dourado ocorria em uma grande extensão do litoral do estado do Rio de Janeiro, desde o rio Paraíba do Sul até Mangaratiba. Com o desmatamento, os animais ficaram isolados em fragmentos de matas. O movimento dos micos entre esses diferentes fragmentos é dificultado por barreiras, como pastagens, plantações, cidades, rodovias, dentre outros. Dessa forma, a sua ocorrência atual está limitada a pequenas áreas, no Rio de Janeiro, onde vivem populações isoladas.

A maioria dos fragmentos abriga pequenas populações. A sobrevivência delas, no longo prazo, pode ser bastante difícil por causa do cruzamento entre parentes. A variabilidade genética entre os indivíduos da mesma população se torna cada vez menor e a consanguinidade cada vez mais alta, resultando em doenças e outros problemas que vão dificultar a reprodução e, consequentemente, a sobrevivência das pequenas populações.

A fragmentação contribui para que as populações isoladas se diferenciem geneticamente umas das outras. Isso acontece porque o isolamento dos micos, em diferentes populações, acontece de forma aleatória e micos com históricos genéticos diferentes podem ficar em populações diferentes. Com a interrupção da troca de material genético entre os indivíduos de diferentes populações, cada população passa então a armazenar material genético diferenciado. Nessa situação, diz-se que os micos apresentam estrutura genética acentuada, ou seja, a variabilidade genética apresenta-se compartimentada entre os diferentes fragmentos de mata.

Essa expectativa já foi confirmada para os micos-leões-dourados. Usando-se um tipo de marcador molecular, chamado de microssatélites, confirmamos que a variabilidade genética dentro de cada uma de quatro populações é baixa e que as populações mais distantes geograficamente, também são as populações mais distantes geneticamente.

A existência de estrutura genética entre as populações isoladas nos dá uma oportunidade interessante para o manejo genético dessas populações. Conhecendo-se o histórico genético dos micos, podemos promover um intercâmbio genético entre as populações de forma efetiva. Para isso, os corredores florestais de conexão entre os fragmentos são uma importante ferramenta para a preservação das populações. Como os corredores são uma estratégia de longo prazo, a translocação de micos com históricos genéticos diferentes pode acelerar o intercâmbio genético entre as populações, diminuindo assim os problemas de consanguinidade.

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foto: Andreia F. Martins foto: Andreia F. Martins

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