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habitat
O mico-leão-dourado é endêmico da Mata Atlântica de baixada costeira do Estado do Rio de Janeiro. Essas florestas são classificadas como Floresta Estacional Tropical por Velloso (1966) e como Florestal Úmida de Baixada por Rizzini (1963), uma subdivisão da Mata Atlântica que ocorre em baixas altitudes . As matas estão incluídas na área descrita por Ab’Saber (1977) como Domínio Tropical Atlântico.

Os micos-leões usam tanto as florestas de vegetação mais preservada, ou primária, quanto as secundárias, ou seja, aquelas onde já houve exploração ou corte seletivo de árvores. Provavelmente isto se deve ao fato de que nas florestas mais preservadas, é maior a abundância de ocos em árvores grandes para dormida e também de alimentos, como os insetos, para os micos. Mas ao mesmo tempo, nas florestas secundárias que ainda estão se formando, a alta produtividade do hábitat gera também mais frutos silvestres e diversidade e abundância de insetos, ambos consumidos pelos micos.

O desmatamento, a expansão agropecuária, e a urbanização, reduziram o habitat disponível para o mico-leão-dourado, confinando suas populações remanescentes em pequenas ilhas de florestas secundárias, em sua maioria menores do que mil hectares. O isolamento geográfico resulta no isolamento genético, tornando estas pequenas populações isoladas mais vulneráveis à extinção. Esta vulnerabilidade é aumentada pela urbanização crescente e desordenada que avança em direção ao limite da área de ocorrência da espécie, a 100Km de distância do centro da cidade do Rio de Janeiro. Parte da área de distribuição atual da espécie (município de Rio Bonito) está inserida na região metropolitana do Rio de Janeiro. A caça também contribuiu para a quase completa extinção da espécie na natureza na década de 60.
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